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sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano Novo, Cara Nova






A partir de hoje, 1 de Janeiro, cara nova no vosso TLNBJ.

O Bom Nichiren Daishōnin ficará, doravante, a zelar pela qualidade deste espaço.

e, certamente, o dia mais bonito e feliz do ano que passou.   




Espero que seja do vosso agrado.

E peço ao Iluminado e Bom Daishōnin que ajude a afastar todas as aves de mau agoiro para bem longe de vós!


A TODOS, FELIZ ANO DO COELHO!





sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Havia Bravura No Branco...







       Hoje, último dia do ano que fecha, passei por Higashi Kōen [東公園], aqui bem próximo do meu baluarte.



     À hora do meu encontro com o majestático Nichiren Daishōnin [日蓮大聖人], a neve já caía, infrene, numa dança bêbeda de lânguidos, rodopiantes, pequenos flocos brancos, cobrindo, exaustos, com seu alvo manto, tudo em seu redor...



      No frio afiado do cair da tarde, o sempre sereno e compassivo Daishōnin parecia hoje mais solene e desafiante que nunca!...
      
      E ao contemplar o altivo e escuro, firme bronze que lhe dá corpo, uma estranha mágoa tomou de assalto o meu peito — por um momento recordei o calor humano de todos quantos mais queridos me são no Mundo, cujo sorriso e abraço fraterno mais falta me fazem e em especial um velho amigo que não vejo há mais de ano e meio.


     O Bernardo é um desses enfermos alucinados que tornam dos países quentes*, como assim os designou Rimbaud nos seus sentidos versos, e que, a exemplo do Grande Bodhisattva Nichiren, optando por se guardar alheio às indulgências dadas de esmola aos que mais cuidam de arrecadar os meios de existir neste mundo efémero das coisas corpóreas que de erguer a vida aos domínios do Império da Alma, insiste em fazer ecoar a voz do Coração aos que ousam parar um minuto que seja a fim de a escutar, enfrentando, nessa escolha, todas as intempéries, toda a fria neve do tempo, todo o sol ardente no deserto da vida feita de compromissos inadiáveis, toda a ventania que arrebata e castiga o sonho. Para que a Nau do Espírito prossiga o seu curso a despeito da tormenta...

      E uma pesada saudade sobre mim se abateu.

   E uns quantos versos de sua pena urgiram largar infrenes contra a neve




"Havia bravura no branco
De um peito onde dormi...

"Fervores na bravura do branco
De um peito onde dormi..."**







Dedicado ao BERNARDO DEVLIN,
que o Novo Alvor te ilumine inteiro, meu Velho!





*J.A. Rimbaud, in  "Mauvais Sang"

**Bernardo Devlin, in  "Novo Alvor [O Canto Da Sala]", 
do albúm "Circa 1999 [9 Implosões]" (ed. 2003)






segunda-feira, 26 de abril de 2010

青銅 [Sei'Dou] — Bronze




Domingo, Higashi Kou'en [東公園 — O Parque Oriental ], ao cair da tarde.













Gosto muito das duas enormes estátuas em Higashi Kou'en, a primeira dedicada ao Monge Nichiren [日蓮大聖人 — Nichi'Ren Dai'Shounin — o "Mui-Santo-Homem" Nichiren, 1222 - 1282, fundador da Facção Budista que lhe toma o nome], a segunda homenageando o Ten'O Kameyama [亀山天皇], Tsunehito [恒仁], 1249 - 1305, nonagésimo Imperador do Japão e Soberano-Herói na defesa de Yamato contra as invasões Mongóis ao tempo do Kublai' Khan (1274, 1281).


O Céu estava perfeito. Coisa rara por estes dias.

(Hoje, logo p'la manhã, as nuvens tornaram a cobrir as cabeças. As das estátuas e as nossas. E está mais quente, o Tempo, por cá.)


Ontem, com o Sol em despedida, e a Lua a antecipar-se à noite, era assim.



Ontem foi um dia bom para fazer retratos.

Tarde solarenga.

Nichiren,
o Mui-Santo, aguardava as súplicas dos peregrinos da tarde, entre a folhagem das árvores.



























E ao tempo que lá vão os dias das sakura, mas há ainda as que teimam em permanecer ali, a venerar o Santo Homem...



















Nichiren, ali, e sempre, velando por nós.





















































Juzu [数珠], na mão direita (detalhe).































Há dias assim, click, click, click, click,

e os retratos fazem-se a si mesmos.









































































Um porto de abrigo. Um lugar de vigia.










O lugar da vigília.


("Não! Aqui as aves nunca dormem. Nunca dormem!")































(Há um Velho que diz: "Não! Aqui os Corvos nunca dormem!)







































E o Ten'O, também ele colhe o estranho auspício...





















































"Não! Eles nunca dormem!..."









































































"Nunca..."










◐ ◒ ◐