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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Viagem ao Centro da Terra




Estação Central de Hefei [合肥], Província de Anhui [安徽省],
República Popular da China,
Fevereiro de 2011, véspera do Ano Novo Lunar chinês.
Foto: TELEGRAPH.



    O Mundo mudou. 
    E mudou de vez, é certo.
    E se muita coisa era previsível, já a velocidade a que uma profecia se cumpre nunca o é.
    Mormente quando ela afecta sobretudo quem já nada tem a perder.
    E só a ganhar. 









 "In Theoretical China,
There's No Word For Love..."





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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Der Krieg ist verloren (II)





Alguém deu por ela?
Estas coisas, claro está, só têm a importância que cada um lhes queira atribuir...

Pedro Lomba, ontem no PÚBLICO, em artigo intitulado "O Tempo Asiático":

"Ninguém parece ter ficado impressionado com o assunto. Mas cá vai. O Real Madrid, que uma parte do mundo conhece e venera, acaba de mudar a hora dos seus jogos de futebol para o meio-dia. Isto porque há 60 milhões de chineses interessados em assistir tremulamente e com as coronárias agitadas às partidas do clube pela Pequim TV

A alteração, de resto já sancionada pela Federação espanhola para outros casos, obrigou a algumas mudanças. Ao que parece, as estrelas do Real são agora obrigadas a almoçar às 9h30 (?) para poderem jogar ao fim da manhã. Mais um pouco e é provável que Ronaldo e companhia façam o horário de Xangai para dormir, em escrupulosa homenagem aos mercados televisivos da China. Não tardarão depois as conferências de imprensa, com tradutores chineses, só para aqueles 60 milhões.

Paulo Futre sabia do que falava. Não brinco. Quando falamos da ascensão da Ásia e em especial da China, o que se tem na cabeça é, para começar, a maciça transferência da produção industrial que fez disparar o PIB chinês. Mais ricos, mais consumistas, mais evoluídos, não espanta que os chineses estejam a comprar mais filmes, espectáculos, desportos oriundos das festividades ocidentais que por enquanto ainda são imbatíveis; e não espanta que, do lado desse mesmo Ocidente, o entretenimento corra depressa para onde está o dinheiro.(...)"


O resto AQUI.




"I'll give you television, I'll give you eyes of blue,
 I'll give you men who want to rule the world..."




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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Crónicas da Nova Guerra Fria



Novos vôos no horizonte:
F-1 em dia de treino e/ou aguardando reforma(s)?


          É assunto que, por diversos motivos e ordem de razão, tenho evitado trazer até este espaço, onde considerações em matéria de política e, em particular, de política internacional e em especial no que ao Japão e à Ásia Oriental se refere, não constituindo propriamente tabu para mim e não entendendo, eu, ser impróprio da minha parte abordar tais matérias neste blogue, em qualquer recurso não constitui território de escrita que colha a minha preferência — porque não sou analista nem nada que se pareça, não nutro quaisquer aspirações a liderar opiniões seja em que capítulo for, não domino, nem pouco mais-ou-menos, com absoluta segurança as questões em apreço neste campo e, quanto muito, limito-me, na posição geográfica, social e cultural em que me encontro, a reter, num lugar de espectador 'privilegiado' (enquanto gaikoku'jin*, como português e como 'ocidental')  de uma certa realidade, a abundante informação que diariamente diante de meus olhos desfila. O que, naturalmente, confina a minha liberdade de acção neste foro a uma moldura sobremaneira estreita. 

        E a prová-lo: os principais meios de comunicação social de cá, não cessam de dissertar sobre o tema.  Temos, por um lado, um Mainichi Shin'bun [毎日新聞], jornal de primeira importância no espectro mediático nipónico, tradicionalmente alinhado à Direita e manifesta e abertamente partidário de reformas constitucionais que permitam ao Japão, num futuro vindouro, resgatar a plenitude da sua soberania, mormente no tocante às responsabilidades em matéria de defesa nacional, a publicar a um ritmo quase-diário artigos bastante elucidativos no que concerne a um certo 'estado de espírito' latente no País do Sol-Nascente e entre a sua vizinhança — este e  este, e este e mais este, entre alguns exemplos mais expressivos — a respeito destas sensíveis matérias, e o certo é que o seu secular nemesis, o Asahi Shin'bun [朝日新聞], tradicionalmente alinhado à Esquerda e sobremaneira crítico de uma certa re-militarização do Japão, por estes dias, não pretendendo dar eco ao seu rival, reconhece contudo a mudança de paradigma dos tempos que se avizinham, para não dizer do 'tempo em que vivemos'. 

     

State of the Art Of War: 
Novo Mitsubishi ATD-X  5th Gen. Stealth Fighter, 
entrada a serviço prevista para  2014.
À altura dos J-10 da R.P.C.?

       



JIEITAI on parade: 22º Ano de Heisei [平成22年 (2010)], Outubro.

           


         E a verdade é que se há país no Mundo que, em matéria de Defesa, se acha numa posição no mínimo caricata, para não dizer absurda, esse país é o Japão. 
           Enquanto isso, a parada prossegue.






*literalmente: "pessoa-de-fora-do-país"(= estrangeiro)