Mostrar mensagens com a etiqueta Tokugawa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tokugawa. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ieyasu — 家康




     

      Foi ao redigir o artigo que se segue já dentro de momentos, que logrei encontrar a 'peça' que ora vos proponho, completa e em seis partes, dedicada à ascensão de Tokugawa Ieyasu [徳川家康], figura maior da História deste país, fundador da dinastia shogunal que, do ano de 1600 e por mais de dois séculos e meio,  até à Restauração Meiji de 1868, tomaria, com mão de ferro, as rédeas do destino do Império insular dos Kami. 
     Senhor de uma superior inteligência, genuíno génio militar e político, Ieyasu merecerá, sem sombra de dúvida, figurar no altar desse restrito panteão dos Grandes da História dos Homens, perfilando lado a lado com Alexandre, Aníbal, César e Buonaparte. E ainda que tenha optado por aqui vos deixar este breve telefilme via Youtube mais pelo seu interesse como peça de entretenimento do que pelo seu valor enquanto  'ficção-documentário' de referência — digamos que, a par de uma mão-cheia de erros (sobretudo de interpretação histórica e não tanto de casting), uns menores outros mais gritantes, como 're-enactement' do período relatado e em especial  da Campanha de Sekigahara (os dois últimos clips), o filme passa relativamente incólume, tendo apenas a assinalar com especial veemência a indesculpável opção da produção pela Língua Inglesa enquanto idioma 'único' nesta película: pôr nesta história um naipe de actores de escola hollywoodiana a desempenhar todos os papéis de relevo, num registo interpretativo à laia de california dreamin', é simplesmente inadmissível!  Fora essa questão de detalhe, esta produção nippo-americana em exclusivo para a série "Heroes and Villains" sob a chancela BBC, é de se lhe tirar o chapéu...
     Um fulgurante ainda que breve épico de contornos shakespeareanos, uma história de lealdades em conflito e do modo como um homem absolutamente único no seu espírito visionário, como nenhum outro, soube interpretar e usar a psique e a estrutura moral dos homens do seu tempo para selar o seu destino, o de seus pares e o do seu país.

      Apreciai e dizei-me de vossa justiça.