sábado, 17 de setembro de 2011

Der Krieg ist verloren





 
É ao deparar-me aqui e ali com notícias como esta, com cada vez maior regularidade, que me sinto mais e mais, e a cada dia que passa, como o obscuro personagem daquele filme.








中国人民解放军军歌






✭ハ





quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Cool




















Haja boas notícias.


E ainda que, por estes dias, tudo ou muito do que traga o nome TEPCO atrelado, seja de desconfiar.


Quero crer no melhor deste grande país.


Quero ter Fé — que é algo muito distinto de um certo, como se diz hoje, wishful thinking









"Believer"




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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

The Scavengers Are Coming





A velha hiena cedo farejou a carne pútrida do cadáver vestido a rigor.

Agora vem roer-vos os ossos.

 Já nem se dá sequer ao trabalho de disfarçar.



"Only Europa Knows"


㊥ ㊥ ㊥






domingo, 11 de setembro de 2011

Seis meses

Imagens do The Telegraph


      Seis meses volvidos sobre o Grande Terramoto de Tōhoku de 11 de Março, como aqui escrevia há dias, há muito — mesmo muito — ainda por fazer
      Porém, é muito — mesmo muito —, também, o que já foi feito até agora: há 3 meses estes eram alguns dos cenários varridos pela devastação de Março.

     Há também novos problemas e novos desafios a enfrentar, em especial a dramática desertificação galopante das áreas sinistradas, e a luta de vários munícipios para travar a dispersão e abandono por parte das populações em fuga das zonas mais afectadas e particularmente ameaçadas pela proximidade dos efeitos nocivos do desastre nuclear de Fukushima
       Registam-se, de igual modo, alguns atrasos graves em matéria de recuperação de certas infra-estruturas essenciais à vida destas comunidades, tais como vias férreas, amplas áreas residenciais, saneamento básico, centros hospitalares, parques industriais que providenciavam trabalho a muitas populações e vitais para a economia local, e a recuperação de muitos pequenos negócios e actividades económicas várias que sempre estiveram no centro da vida das populações de Tōhoku e seriam instrumentais para a revitalização da região, uma vez reestabelecidas e a laborar.

      Mas estes não são motivos para desânimo — recordemos que a área total afectada pelo Grande Terramoto e Tsunami de 11 de Março corresponde, grosso modo, ao todo da costa  de Portugal continental (cerca de 950 ㎞ de extensão), com danos gravíssimos a afectar todo o tipo de estruturas necessárias à vida das populações, a par do que quase parecia antever um gigantesco desastre humanitário —, sendo certo que a recuperação total da região de Tōhoku conta realizar-se num prazo de cerca de 10 anos, com custos orçados em mais de 23 triliões de ¥enes (217 biliões de €uros) e, mais que tudo o mais, Fukushima permanece na ordem do dia.


      Firme se quer esta sagrada Terra.







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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Do estranho ofício de ser assim...



...idealização desse Outrora que subsiste...






...e persiste, contra o Tempo e seus humores.








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1º de Setembro

博多、9月1日




"If there were only water amongst the rock
Dead mountain mouth of carious teeth that cannot spit
Here one can neither stand not lie nor sit
There is not even silence in the mountains
But dry sterile thunder without rain
There is not even solitude in the mountains
But red sullen faces sneer and snarl
From doors of mudcracked houses
			        If there were water
And no rock
If there were rock
And also water
And water  
A spring
A pool among the rock
If there were the sound of water only
Not the cicada
And dry grass singing
But sound of water over a rock
Where the hermit-thrush sings in the pine trees
Drip drop drip drop drop drop drop"




T.S. Eliot, The Waste Land, V. What the Thunder Said







Stravinsky: Elegy for Solo Viola (1944)




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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Canções de Meia-Estação para acabar de vez com o Verão (PLAY AT MAXIMUM VOLUME)



   A inaugurar Setembro, e porque o Verão já vai longo, boas canções re-havidas dos arquivos de Abril/Maio, e porque na altura me falharam — uma magnífica colecção de riffs muito catchy acompanhada de uma produção deste calibre só podia dar coisa boa —, e porque (coisa rara por estes dias) ainda há quem saiba fazer álbuns assim, à base de monumentais walls of sound à la Phil Spector, e cujos temas podiam ser, todos e um por um, extraídos e reeditados em formato single, que haveria sempre estações de rádio a passa-los a todos a toda a hora e ainda quem os fizesse desaparecer das prateleiras das lojas.
   E um vídeoclip kitsch a suspirar por Tokyo-To e a piscar o olho a um Alejandro Jodorowsky, tinha mesmo que cá calhar. 
    Em jeito de coup de grâce a um Verão moribundo.





F.A.Q.:

Q1. Glasvegas?

A. É uma das últimas descobertas de um dos últimos grandes sommeliers do rock britânico (Allan McGee) na região demarcada de sua maior preferência (Glasgow).

Q2. James Allan é uma reencarnação do Joe Strummer? 

A. Não! Que disparate! (Se bem que o equívoco chegue a parecer propositado...)

Q3. Isso de só pôr miúdas giras a assegurar o tarefário da secção rítmica, e de pé, ainda por cima, é mesmo homenagem à Maureen Tucker ou algum fetiche bizarro?

A. Eu inclino-me mais para a segunda hipótese... até porque a Srª. Tucker... enfim...


A. É. 
     Digo eu. 






良い週末を。
Bom fim-de-semana.



♩ ♫ ♬ ♫ ♩