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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Canções de Meia-Estação para acabar de vez com o Verão (PLAY AT MAXIMUM VOLUME)



   A inaugurar Setembro, e porque o Verão já vai longo, boas canções re-havidas dos arquivos de Abril/Maio, e porque na altura me falharam — uma magnífica colecção de riffs muito catchy acompanhada de uma produção deste calibre só podia dar coisa boa —, e porque (coisa rara por estes dias) ainda há quem saiba fazer álbuns assim, à base de monumentais walls of sound à la Phil Spector, e cujos temas podiam ser, todos e um por um, extraídos e reeditados em formato single, que haveria sempre estações de rádio a passa-los a todos a toda a hora e ainda quem os fizesse desaparecer das prateleiras das lojas.
   E um vídeoclip kitsch a suspirar por Tokyo-To e a piscar o olho a um Alejandro Jodorowsky, tinha mesmo que cá calhar. 
    Em jeito de coup de grâce a um Verão moribundo.





F.A.Q.:

Q1. Glasvegas?

A. É uma das últimas descobertas de um dos últimos grandes sommeliers do rock britânico (Allan McGee) na região demarcada de sua maior preferência (Glasgow).

Q2. James Allan é uma reencarnação do Joe Strummer? 

A. Não! Que disparate! (Se bem que o equívoco chegue a parecer propositado...)

Q3. Isso de só pôr miúdas giras a assegurar o tarefário da secção rítmica, e de pé, ainda por cima, é mesmo homenagem à Maureen Tucker ou algum fetiche bizarro?

A. Eu inclino-me mais para a segunda hipótese... até porque a Srª. Tucker... enfim...


A. É. 
     Digo eu. 






良い週末を。
Bom fim-de-semana.



♩ ♫ ♬ ♫ ♩


sábado, 26 de fevereiro de 2011

De Um Tempo Ausente



Shibuya, Tokyo-To, 11.04.1986






PLAY AT MAXIMUM VOLUME.

                   

                Há coisa de vinte e cinco anos ela passou por aqui.


          Nesta peça, entra logo mal, fora de tempo, a figura assusta, um desastre, um navio fantasma encalhado entre rochedos ao largo de uma praia de mau nome sob um soturno céu cinzento, uma vida inteira metida por um buraco negro sem retorno adentro... que é aquilo??

              Era o tempo, ele também, desse cornucópico Japão flutuando, embriagado, num mar de dinheiro, feito espécie de 'last resort' para todo o falhado das tabelas de vendas discográficas elsewhere — os tais 'Big in Japan' (porque não eram big em mais lado nenhum) —, e assim havia sempre, no fim, um cheque chorudo para toda a gente, e por um par de meses todo o biltre se reconciliava com a vida. Que o dinheiro não dá felicidade mas ajuda muito.

          Tudo contra, há, ainda assim, qualquer coisa de genuinamente transcendente neste som e nestas imagens...

             Qualquer coisa que arrepia — de tão belo quanto grotesco.


              A soundtrack for this weekend.  For every weekend.

   
             Tende a bondade.





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