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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um apelo sentido, uma mensagem a reter



Foi ontem, dia 19 de Setembro, Dia Nacional do Respeito pelos Idosos — 敬老の日, Keirō-No-Hi —, que teve lugar, no Parque Meiji em Tóquio, a maior manifestação anti-nuclear desde os fatídicos eventos de Março passado. A acção de contestação da actual política de contenção da crise nuclear de Fukushima e de protesto contra a inépcia do governo e TEPCO em esclarecer devidamente o público acerca da dura realidade que o Japão hoje enfrenta, contou com o apoio e presença de inúmeras e destacadas figuras da sociedade civil e cultural do Japão entre os quais Ōe Kenzaburo, Prémio Nobel da Literatura em 1994 — 2º a contar da esquerda na foto supra —, que assina um breve e contundente artigo na edição do Mainichi Shinbun [毎日新聞] do mesmo dia, sobre a gravidade da actual situação em Tōhoku, a afectar não apenas o Nordeste e centro do Japão, mas as vidas de todos nós.

        Ainda do mesmo jornal, edição de hoje, 20.9, da autoria de Tamaki Kenji, um outro artigo de opinião sobre a questão do tratamento (censurado e não menos censurável) da informação vertida sobre a crise nuclear actual, que temos a destacar.



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domingo, 11 de setembro de 2011

Seis meses

Imagens do The Telegraph


      Seis meses volvidos sobre o Grande Terramoto de Tōhoku de 11 de Março, como aqui escrevia há dias, há muito — mesmo muito — ainda por fazer
      Porém, é muito — mesmo muito —, também, o que já foi feito até agora: há 3 meses estes eram alguns dos cenários varridos pela devastação de Março.

     Há também novos problemas e novos desafios a enfrentar, em especial a dramática desertificação galopante das áreas sinistradas, e a luta de vários munícipios para travar a dispersão e abandono por parte das populações em fuga das zonas mais afectadas e particularmente ameaçadas pela proximidade dos efeitos nocivos do desastre nuclear de Fukushima
       Registam-se, de igual modo, alguns atrasos graves em matéria de recuperação de certas infra-estruturas essenciais à vida destas comunidades, tais como vias férreas, amplas áreas residenciais, saneamento básico, centros hospitalares, parques industriais que providenciavam trabalho a muitas populações e vitais para a economia local, e a recuperação de muitos pequenos negócios e actividades económicas várias que sempre estiveram no centro da vida das populações de Tōhoku e seriam instrumentais para a revitalização da região, uma vez reestabelecidas e a laborar.

      Mas estes não são motivos para desânimo — recordemos que a área total afectada pelo Grande Terramoto e Tsunami de 11 de Março corresponde, grosso modo, ao todo da costa  de Portugal continental (cerca de 950 ㎞ de extensão), com danos gravíssimos a afectar todo o tipo de estruturas necessárias à vida das populações, a par do que quase parecia antever um gigantesco desastre humanitário —, sendo certo que a recuperação total da região de Tōhoku conta realizar-se num prazo de cerca de 10 anos, com custos orçados em mais de 23 triliões de ¥enes (217 biliões de €uros) e, mais que tudo o mais, Fukushima permanece na ordem do dia.


      Firme se quer esta sagrada Terra.







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sábado, 27 de agosto de 2011

Pretendentes











Katsuya Okada, Seiji Maehara, Yosihiko Noda e Yukio Edano.
(Fotos: Agence France-Presse/Getty Images)





      O novo líder do Minshutō (民主党 — Partido Democrático do Japão) e futuro 1º Ministro será eleito pelos 398 membros do respectivo grupo parlamentar, já na próxima Segunda-Feira 29.





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