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| Imagens do The Telegraph |
Seis meses volvidos sobre o Grande Terramoto de Tōhoku de 11 de Março, como aqui escrevia há dias, há muito — mesmo muito — ainda por fazer.
Porém, é muito — mesmo muito —, também, o que já foi feito até agora: há 3 meses estes eram alguns dos cenários varridos pela devastação de Março.
Há também novos problemas e novos desafios a enfrentar, em especial a dramática desertificação galopante das áreas sinistradas, e a luta de vários munícipios para travar a dispersão e abandono por parte das populações em fuga das zonas mais afectadas e particularmente ameaçadas pela proximidade dos efeitos nocivos do desastre nuclear de Fukushima.
Registam-se, de igual modo, alguns atrasos graves em matéria de recuperação de certas infra-estruturas essenciais à vida destas comunidades, tais como vias férreas, amplas áreas residenciais, saneamento básico, centros hospitalares, parques industriais que providenciavam trabalho a muitas populações e vitais para a economia local, e a recuperação de muitos pequenos negócios e actividades económicas várias que sempre estiveram no centro da vida das populações de Tōhoku e seriam instrumentais para a revitalização da região, uma vez reestabelecidas e a laborar.
Mas estes não são motivos para desânimo — recordemos que a área total afectada pelo Grande Terramoto e Tsunami de 11 de Março corresponde, grosso modo, ao todo da costa de Portugal continental (cerca de 950 ㎞ de extensão), com danos gravíssimos a afectar todo o tipo de estruturas necessárias à vida das populações, a par do que quase parecia antever um gigantesco desastre humanitário —, sendo certo que a recuperação total da região de Tōhoku conta realizar-se num prazo de cerca de 10 anos, com custos orçados em mais de 23 triliões de ¥enes (217 biliões de €uros) e, mais que tudo o mais, Fukushima permanece na ordem do dia.
Firme se quer esta sagrada Terra.
Firme se quer esta sagrada Terra.
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