Não Caríssimos. Não se trata de um exercício de futurologia ou do título de uma qualquer novela de antecipação ou cine-odisseia sci-fi.
O título que dá mote a este breve escrito — e por referência à obra videográfica que hoje vos proponho [☝] — alude, contrariamente ao que possa sugerir, a um passado bem recente e ainda bem presente, e ainda que obscurecido pelo incómodo do tema de má-memória que lhe dá forma e conteúdo, e que, de um modo geral, todos aprendemos de um modo ou de outro a arrumar numa arrecadação poeirenta da nossa consciência tão individual quanto colectiva — e partindo do princípio (muito discutível, é certo) de que a humanidade ou uma parte significativa desta, partilha de uma consciência moral dita colectiva, isto é, de uma percepção geral e amplamente disseminada do que é moralmente certo e do que é errado, do que é razoável e do que é absurdo, independentemente de variáveis e dissensões entre credos religiosos, político-ideológicos ou de outra natureza.
"shame on us, for all we have done..."