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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Eu, aprendiz de calígrafo, me confesso... (IV)







Shodō — 書道 — da semana:





横溢





— Ō'itsu  —

"Exuberância"























(Precisamente, o que dá encanto ao Shodō 
não é  o domínio dos traços ou
o equilíbrio dos bushū*,
mas sim o elemento acidental 
em toda a sua espontânea graça.
Conto, em breve, regressar a este tema.)














segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Eu, aprendiz de calígrafo, me confesso... (III)


Shodō — 書道 — da semana:




節操

— Se'sō | Sessō —


"Integridade"




(não necessariamente a palavra,
mas sim o conceito,
que muito aprecio)







terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Eu, aprendiz de calígrafo, me confesso... (II)



Shodō — 書道 — da semana:


慧眼
— Kei'gan —

"Perspicácia" | "Intuição" 






    Apreciação auto-crítica:  
    O 1º Kanji — 慧, kei — é um sinograma ainda em uso no Japão (VER: nesta lista, 18º grupo [mesmo por cima do texto em Inglês], 1ª coluna [da esquerda], 3º a contar de baixo), mas de pouca aplicação, tanto quanto me foi possível apurar. 
   É, ainda assim, susceptível de surgir, com alguma frequência, em textos clássicos revistos, como o "Kojiki" — 古事記 —, o "Nihon Shoki" — 日本書紀 —, ou no mais nosso conhecido "Hagakure" — 葉隠 —, onde encontrei a expressão objecto deste exercício.
      
    Ainda acerca do 1º Kanji, o elemento que aparenta ser o radical [bushū — 部首] superior do mesmo [kanmuri — 冠] que se assemelha a (ou sugere a ideia de) 'duas antenas de televisão', é raro de encontrar noutros Kanji compostos e é particularmente difícil de 'comprimir' por modo a proporcionar o devido equilíbrio com os restantes radicais ou componentes. Daí este meu ensaio padecer, desde logo, pela inaptidão, da minha parte, em inserir o dito elemento superior do 1º Kanji, de modo a, não lhe retirando a 'identidade', ajusta-lo, proporcionando-o no espaço e no contexto da composição em causa, o que, na minha apreciação pessoal, a posteriori, me parece não ter ficado bem, bem o que era pretendido... 
       
       
       Neste outro exemplo/'ensaio', a mesma dificuldade.



    

    Já os radicais central e inferior no mesmo Kanji — Kei, 慧 —, em ambos os casos parecem ter ficado bem... O radical inferior [ashi — 脚], 'kokoro' [心], é sempre de difícil execução, virtude do movimento "semi-elíptico", que descreve no traço mais longo que o compõe.  


  No que respeita ao 2º Kanji, em ambos os exemplos, a dificuldade, ou melhor, a imprecisão, da minha parte, prende-se com  o me'hen [目編] ou moku'bu [目部], isto é, o  radical do lado esquerdo (que significa "olho" ou  "visão" [目]), e que, em ambos os casos, deveria ter ficado um pouco mais comprimido, devendo destacar-se a componente da direita.


     Em todo o caso, espero que gostem.

     Aguardo as vossas impressões. ☺






"Oh cheeky cheeky
Oh naughty sneaky,
You're so perceptive
And I wonder how you knew..."