E pronto! Está feito.
De uma vez por todas declaro-me rendido às evidências: ter um blogue (pelo menos nas circunstâncias peculiares em que me encontro, e adiante já me explico melhor) começa a ser uma daquelas "necessidades inventadas", como o telemóvel ou o micro-ondas ou o IPod, que acabam por se transformar - com o tempo, e por força das circunstâncias - numa necessidade de facto.
E há que dizer isto, porque os meus prezados leitores, como logo poderão depreender, ao darem--se à maçada de apreciar este "Capítulo 0" do meu novíssimo blogue, estão precisamente a participar na inauguração da obra de um blogger que não gosta particularmente de "blogues", ou sequer do ciberespaço, ou sequer de escrever umas pobres linhas. Em 5 palvras: Sou preguiçoso para estas coisas. Ponto final.
E estranhar-me-á porventura, o meu querido leitor, se eu lhe revelar neste preciso instante, que me encontro a residir - é verdade! a residir - no Japão - celebrada pátria da mais extravangante criatividade tecnologica e da mais delirante sobre-modernidade, país que alberga as mégalópoles de Tokyo e Osaka (desculpai-me a versão anglófona destes nomes, mas a verdade é que o hábito já está demasiado assimilado para deixar agora de escrever os nomes assim -, fontes directas , dizia eu, de inspiração do clássico de Ridley Scott "Blade Runner" ou quasi-cenário das odisseias pós-apocalíticas-versão-desenho-animado de "Akira" e "Ghost In The Shell" - quem nunca ouviu falar destas coisas?
Momento para um especial esclarecimento: acabei à instantes de mencionar os nomes de duas das maiores e mais conhecidas cidades do País do Sol Nascente, mas a verdade é que me encontro bem longe de ambas: os meus queridos leitores terão melhores chances de me ver algures no Tenjin, centro da mais pacata, ou melhor, "moderada" cidade de Fukuoka, também por vezes tratada pelo nome mais coloquial de Hakata, Kyushu-Norte, a uns bons 500 Kilómetros a sudoeste de Osaka, ou seja, bem mais próximo dos lugares onde aportavam outrora os tais Nan Ban Jin, remotos "bárbaros do sul" que pela segunda metade do Século XIV trataram de dar à costa, vindos de um certo Portugal, e intrometer-se nos modos e costumes das gentes "dos Japões". Mas esse é assunto ao qual espero tornar noutra altura, em momento mais oportuna e com outra pertinência.
Não sei ainda se vim para ficar - não me refiro tanto ao Japão, mas antes à bloggoesfera (é assim que se escreve? ou leva só um g ?), mas, enfim, deu-me para isto e afinal para que servem os "blogues" se não para quando nos dá para isto?
Conto, sempre, dar-vos BOAS NOTÍCIAS.