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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

鹿児島













   Amanhã, pela madrugada, a caminho de Kagoshima (鹿児島), último cais a Sul, desta feita mais em dever e menos em lazer. 


   Tenho horas livres pelo andar da tarde e até à hora do 'shinkansen' de regresso a casa e como tal conto trazer recuerdos.


    じゃね。























✣ ✣ ✣








25.XI (Reprise)




多摩霊園, Tama Reien, Tokyo, 4.XII.2010













"When our shadow falls in tears,
Time turns voices into stone."




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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Quem Passa Por Kumamoto...





Castelo de Kumamoto (Kumamoto'Jō熊本城),
ontem, ao cair da tarde






















   ...quando a intenção, ontem, não era tanto essa de ir , mas antes o pagar de uma promessa, e assim partimos em nova peregrinação.

    
























      Porém, uma vez em Kumamoto (熊本市) não há como evitar ir .
    O lugar é simplesmente maior que nós; mais poderoso, apelativo, carismático e insinuante que tudo o mais que possamos eleger num amplo raio de acção, nesta Kyushu de todas as lendas e narrativas. Um portento...








    E depois de uma breve visita à galeria privada da Família Shimada, outro must para quem por cá passe, e ainda que a tarde avançasse a passos largos e contra os ponteiros do relógio, não haveria como eximir-nos a irmos: o imponente castelo parece dotado de uma força magnética irresistível que a ele atrai tudo e todos.









      E, de facto, pelas cinco da tarde já não era hora de subir a sua altiva torre-mestra de seis andares e apreciar, a par da deslumbrante vista sobre a cidade,  a vasta colecção de armas, artefactos antigos muitos, mapas, planos de batalha e extensa documentação histórica exposta ao público e que o seu interior orgulhosamente alberga. Porém, houve ainda tempo de uma breve visita ao esplendoroso Honmaru Goten (本丸御殿 — Palácio de Honmaru),  antiga residência dos Senhores de Higo, primeiro com Katō Kiyomasa (加藤清政) — fervoroso adepto do Budismo Nichiren e um dos mais ferozes inimigos dos NanBan e da Cristandade em terras de Kyushu —, e após 1632 do Clã de Hosokawa (細川氏 — Hosokawa-shi), ramo do Clã de Minamoto (源氏 — Minamoto-Shi), casa aristocrática emanada da descendência do Imperador Seiwa (清和天皇 — Seiwa Ten'Ō [850–880]) e dos Shogun de Ashikaga.

























   E devo dizer que, ao entrar aqui, estranhei: é que quando aqui vim pela primeira vez há cinco anos, o Honmaru Goten ainda cá não estava — melhor dizendo, estava em processo de restauro — tendo reaberto ao público em 2008 —, pelo que não me apercebi, na altura, sequer da sua existência, motivo de sobra para ter valido a pena voltar ontem a Kumamoto.

























   E este é, de facto, um lugar para visitar a um ritmo pausado e sem trazer relógio de pulso, para absorver, para 'inalar' e do qual reter detalhes muitos. São mil e uma histórias a contar.

    Parti com muita vontade de cá voltar com mais tempo — felizmente não fica longe. 

    






























Uma visita que nunca cansa.



























































































































































































































































































































































































'Ka'Mon' (家紋 — 'brasões')
dos Clãs de Katō e Hosokawa



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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Oh sim! Gosto muito de Kyoto... (II)


Mais que de cidades livres, 
gosto de cidades-livros,
de páginas abertas ao céu entre as lombadas dos rios.

E onde os prólogos se lêem como epílogos e vice-versa.


✿✿✿

terça-feira, 3 de maio de 2011

八千代座 (visitado — visão pessoal e transmissível)






         Apressadamente e porque o tempo urge e não espera, a noite vai alta e parto noutra jornada esta madrugada, não irei por hoje alongar-me em descrições elaboradas, mas tão-só presentear-vos com a colecção do dia. Em todo o caso, aquilo que mais importa reter de didáctico acerca do lugar hoje visitado já aqui vos propus como leitura breve.

        Apenas algumas notas pessoais de possível interesse.
       Chegados que somos a Yamaga-Shi (山鹿市), e aproximando-nos do belo Yachiyo'Za (八千代座), talvez o aspecto que mais salte à vista se prenda com o facto de que o edifício do mesmo se apresenta, de fora, como uma peça arquitectónica de contornos bem mais austeros que aqueles que o seu interior, repetidamente retratado por inúmeros fotógrafos profissionais e amadores de todo o mundo, ao estreante nesta visita, auspiciaria. Não obstante, aproximando-nos do grande teatro tradicional do final da Era Meiji / início da Era Taishō, a visão em redor como que nos transporta para o tempo da sua construção não fossem os sinais  — menores, contudo sempre presentes — da modernidade hodierna...





...E claro está: ele há hábitos que, e ainda que não soubéssemos de antemão de que país falávamos ao determo-nos a contemplar estes souvenirs de um dia quente de Maio, logo cuidam de denunciar a pátria deste património...










      Já no interior do grande pavilhão das Oito Mil Gerações, é aquele tecto pintado a outras mil cores que ameaça fazer-nos reféns do recinto por muitas e demoradas horas... 




















Porém, e ainda do exterior, uns quantos outros detalhes a reter...

































E de regresso casa adentro...











...de vez, um retrocesso no Tempo...






































       A larga maioria dos temas pintados no requintado tecto do pavilhão e em seu redor, são, afinal de contas, antigos e elaborados anúncios publicitários às muitas e afamadas casas comerciais que ao tempo da sua construção prosperavam por estas terras e cujos patrocínio, não apenas financiou o erguer do próprio Yachiyo'Za como, de igual modo, por várias gerações, cuidou de zelar pela sua preservação e invejada fama como paladino das mais belas  encenações do Kabuki e demais ancestrais artes de palco de Yamato.


















































































































As horas que pela manhã de ontem aqui passei foram sem dúvida memoráveis 
— 421 retratos —
naturalmente, por razões de espaço e tempo só uma breve amostra pode aqui hoje figurar...



Foi contudo uma escolha difícil, esta...






















































    Um pequeno extra, que veio a calhar como cereja no topo do bolo, e em jeito de despedida por hoje, foi essa inesperada presença de um par de noivos em esmerados trajes ao mais puro gosto Washiki (和式 — expressão que designa o mais refinado e genuíno estilo legado de um certo Japão antigo, e nunca esquecido...). Estavam lá fazendo-se fotografar elegantemente por uma equipa contratada para o efeito e era — oh se era —   digno, lindo de mirar, e eu confesso-vos: não resisti... e...

click... click... click...






















































Conto regressar à vossa companhia em breve.

Agora é tempo de rumar a Kyoto.



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