Apenas algumas notas pessoais de possível interesse.
Chegados que somos a Yamaga-Shi (山鹿市), e aproximando-nos do belo Yachiyo'Za (八千代座), talvez o aspecto que mais salte à vista se prenda com o facto de que o edifício do mesmo se apresenta, de fora, como uma peça arquitectónica de contornos bem mais austeros que aqueles que o seu interior, repetidamente retratado por inúmeros fotógrafos profissionais e amadores de todo o mundo, ao estreante nesta visita, auspiciaria. Não obstante, aproximando-nos do grande teatro tradicional do final da Era Meiji / início da Era Taishō, a visão em redor como que nos transporta para o tempo da sua construção não fossem os sinais — menores, contudo sempre presentes — da modernidade hodierna...
...E claro está: ele há hábitos que, e ainda que não soubéssemos de antemão de que país falávamos ao determo-nos a contemplar estes souvenirs de um dia quente de Maio, logo cuidam de denunciar a pátria deste património...
Já no interior do grande pavilhão das Oito Mil Gerações, é aquele tecto pintado a outras mil cores que ameaça fazer-nos reféns do recinto por muitas e demoradas horas...
Porém, e ainda do exterior, uns quantos outros detalhes a reter...
E de regresso casa adentro...
...de vez, um retrocesso no Tempo...
A larga maioria dos temas pintados no requintado tecto do pavilhão e em seu redor, são, afinal de contas, antigos e elaborados anúncios publicitários às muitas e afamadas casas comerciais que ao tempo da sua construção prosperavam por estas terras e cujos patrocínio, não apenas financiou o erguer do próprio Yachiyo'Za como, de igual modo, por várias gerações, cuidou de zelar pela sua preservação e invejada fama como paladino das mais belas encenações do Kabuki e demais ancestrais artes de palco de Yamato.
As horas que pela manhã de ontem aqui passei foram sem dúvida memoráveis
— 421 retratos —
naturalmente, por razões de espaço e tempo só uma breve amostra pode aqui hoje figurar...
Foi contudo uma escolha difícil, esta...
Um pequeno extra, que veio a calhar como cereja no topo do bolo, e em jeito de despedida por hoje, foi essa inesperada presença de um par de noivos em esmerados trajes ao mais puro gosto Washiki (和式 — expressão que designa o mais refinado e genuíno estilo legado de um certo Japão antigo, e nunca esquecido...). Estavam lá fazendo-se fotografar elegantemente por uma equipa contratada para o efeito e era — oh se era — digno, lindo de mirar, e eu confesso-vos: não resisti... e...
click... click... click...
Conto regressar à vossa companhia em breve.
Agora é tempo de rumar a Kyoto.
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