("Jirojiro Zorozoro" intraduzível, assim me parece, mas a interpretação mais próxima deste original, onomatopeico título seria qualquer coisa como "Olhando os detalhes" [mas em rigor não é bem esse o conteúdo da expressão].)
Souvenir da minha mais recente passagem pelo Kyūshū Kokuritsu Hakubutsukan — Museu Nacional de Kyushu —, em Dazaifu [太宰府], não podia deixar de partilhar convosco esta singela peça, um verdadeiro bestseller por estas paragens e um daqueles achados que, parecendo que não, tem sempre aquele benévolo efeito de espicaçar, um nadinha que seja, a nossa auto-estima colectiva, tão de rastos que ela anda nestes tempos, e é mesmo uma curiosidade a saudar com entusiasmo.
Partindo de um dos mais famosos NanBan Byōbu — 南蛮屏風 — da Escola de Kanō— 狩野派 [Kanō-ha] —, os tais "Biombos dos Bárbaros do Sul", representando a presença dos Portugueses dos Séculos XVI e XVII no Japão e, em particular, a colónia de Nagasaki, fundada em 1571, este "Jirojiro Zorozoro", pequeno livro para crianças, publicado pelo próprio Museu Nacional de Kyushu, percorrendo uma variedade de detalhes de manifesto interesse na obra de arte em causa e colocando a tónica nas imagens em detrimento do texto, explica, muito resumida mas ainda assim concisamente, a importância e a influência dessa remota herança da Dai'Kōkai Jidai— 大航海時代, literalmente "a Era das Grandes Viagens Marítimas" — na cultura nipónica.
Uma pequena pérola a conservar e ideal para folhear ao serão em família.
Quinta-feira, 10 de Fevereiro, véspera do Kenkoku Kinen-No-Hi, oportunidade para uma visita a um dos lugares de maior interesse em Fukuoka: o Museu Nacional de Kyūshū (九州国立博物館 — Kyūshū Kokuritsu Hakubutsukan) em Dazaifu [太宰府], edifício aberto ao público em Outubro de 2005, casa de um importantíssimo espólio cultural e palco de inúmeras exposições itinerárias de grande destaque.
Edifício de magnífica concepção e contornos, o Kyūshū Kokuritsu Hakubutsukan é uma verdadeira jóia, delicadamente inserida na paisagem circundante, não obtsante a sua altiva modernidade e imponência.
Um marco de orgulho para as gentes deste Japão ocidental, menos exposto às luzes da ribalta que, com maior frequência, brilham sobre Tóquio, Osaka, Kyoto e outras cidades de superior nomeada.
Lugar de peregrinação obrigatória para todos quantos um dia se dignem por aqui passar.
Alerta máximo em Miyazaki — 宮崎県 —, Sul de Kyushu: o Shinmodake — 新燃岳 —, vulcão situado na fronteira entre as prefeituras de Miyazaki e Kagoshima, está, desde ontem à tarde, em forte actividade e já a causar estragos na região.
Antes de partir e deixar a cidade por alguns dias, gostaria tão-só de partilhar convosco esta singela, narcoleptica colecção de snapshots reunida em Outubro passado e que por mil e um motivos ainda aqui não calhara — お勧め: aos interessados, sugiro que optem pelo full-screen para uma melhor apreciação deste slideshow (deliberadamente repetitivo e sedativo, perfeito para quem venha sofrendo de insónia...), prenda do vosso NanBan.
Homenagem/Ode audio-visual a este doce, terno porto de Hakata que me serve de exílio.
Yabusame — 流鏑馬 —, tiro com arco a cavalo, Santuário de Iimori
— 飯盛神社, Iimori-Jinja —
Tarde de Sábado, 09 de Outubro, muito bem passada.
São centenas de fotos que reuni e que muito gostaria de aqui compartilhar convosco na íntegra...
Naturalmente, houve que proceder a uma triagem sumária de entre o espólio dessa tarde, e, para já, aqui fica um amuse-bouche, um hors d'œvre, de algo mais que conto aqui trazer... Em porções comedidas, assim espero!...